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PESSIMISMO
Podemos afirmar que nós, os Maçons, somos a Maçonaria, mas
é preciso que não nos esqueçamos de que somos, por assim dizer, a parte material
da Maçonaria. Contudo, ela não se forma só dessa parte material. O que é
realmente importante nela, o que tem feito com que ela resista a tantas e tão
grandes perseguições é a sua outra parte, que chamaríamos de núcleo doutrinário.
A grandeza da Maçonaria está na pureza do conteúdo filosófico que ela transmite
aos seus filiados.
Alguém já disse, com grande sabedoria, que a Maçonaria é a
ordem que surge do caos, adiantando mais que “ela é a disciplina espiritual que
frutifica em paz, em harmonia, em equilíbrio justo e perfeito de todas as forças
da alma”.
Nesses anos de existência, a Sublime Instituição sofreu e
sofre as mais terríveis perseguições. No entanto, ela aí está firme e inabalável
como um rochedo. Perseguida por reis, por ditadores, por religiões, nada
conseguiu embargar-lhe os passos. Além dos perseguidores externos, ela possui
dentro de seus muros quem a prejudica, que lhe faz terrível mal: os maus Maçons.
Felizmente estes são em número reduzido, se comparados aos milhões de Maçons
verdadeiros, existentes no mundo.
O certo é que a existência maçônica é toda de ação, de
atividade, de iniciativa, de sinceridade. Aí está a razão por que seus
perseguidores nada conseguem.
À medida que os anos passam na vida do Maçom, ele vai
adquirindo o que chamamos de espírito maçônico. Quando falamos à medida
que os anos passam, fazemo-lo conscientemente porque sabemos que o espírito
maçônico não se adquire da noite para o dia. E temos certeza absoluta de que o
mau Maçom jamais se enquadrará nessa filosofia. Para que se adquira o espírito
maçônico, três coisas são necessárias: entusiasmo, observação constante e
dedicação ao estudo.
É exatamente o que falta aos pessimistas. Tenho ouvido e,
o que é pior, tenho visto em letra de forma afirmações de que a Maçonaria não
irá longe, que a Maçonaria não faz nada, que os Maçons não estudam, que as
reuniões são cansativas, modorrentas e... tuti quanti.
Analisemos por partes onde estão as erronias naquilo que
os pessimistas afirmam:
1) A Maçonaria não irá longe. Esta afirmativa só
pode partir de quem realmente não aprendeu o que seja Maçonaria. A parte que
chamamos material, passa. Todos nós passaremos, todavia, seremos sempre
substituídos. Quem penetrou no espírito da Arte Real sabe - tem certeza - de que
enquanto houver vida na Terra, os Maçons estarão aí, firmes, buscando realizar
tudo aquilo que a Maçonaria pede a cada Iniciado.
2) A Maçonaria não faz nada. Os que afirmam essa
asneira, estão sempre apontando o que a Maçonaria fez em prol da liberdade dos
povos. Porventura, ignoram eles que o mundo hoje é completamente diferente do
que foi no passado? Esses tais ignoram que o grande trabalho do Maçom, com
vistas à melhoria da humanidade, é buscar o seu aprimoramento, sobretudo moral e
espiritual. Será que esses malsinadores fazem tal coisa?
3) Os Maçons não estudam. Isto aí é meia-verdade.
Antigamente, o que havia era meia dúzia (talvez menos) de bons autores e, pelo
menos, uma dúzia ou mais de inventores. Num crescendo admirável, foram
surgindo historiadores e memorialistas notáveis, escritores de primeira água.
Revistas, Jornais e Boletins foram surgindo pelo país afora. Isto significa que,
em matéria de cultura, a Maçonaria brasileira parou de engatinhar, andando agora
com as próprias pernas e a passos largos.
4) As reuniões são cansativas, modorrentas... Só se
for para aqueles que vão para a Loja pensando em... Uma reunião maçônica nunca é
cansativa para quem já adquiriu o espírito maçônico. Uma reunião maçônica é
sempre de inconfundível valor. Aprende-se até, quando surge um mau exemplo, o
que não se deve fazer.
O que é preciso é que tenhamos boa vontade, é que tenhamos
entusiasmo, é preciso que tenhamos amor à Sublime Instituição.
Maçonaria é coisa séria. Nela não há lugar para
pusilânimes, vaidosos, invejosos e para os que possuem outras “virtudes” que
tais.
O desânimo aniquila, só o entusiasmo constrói. Quem afirma
essa grande verdade tem 30 anos de Maçonaria e 86 de idade. Tem, portanto, o
direito de dizer: nada existe que se compare à Maçonaria; feliz de quem nela
entrou e aprendeu o que ela quer para cada Maçom em particular e para a
humanidade em geral.
Eia pois! Vamos à luta!
(Ir\
Raimundo Rodrigues, Or\
de São Paulo-SP - Extraído do Informativo “O Br.º de Tschoudy” nº 153, de Abr/2006) |