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A História do Dia das Mães
A mais antiga comemoração do Dia da
Mãe é mitológica.
As celebrações remontam às
comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea,
mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas
comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos
Deuses romanos, e as cerimônias em sua homenagem começaram por
volta de 250 a.C.
Durante o século XVII, a Inglaterra
celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um
dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as
mães inglesas. Nessa época, a maioria dos jovens de baixa renda
da Inglaterra trabalhava como servo para a população rica e,
como seu emprego ficava muito longe de suas casas, viviam na
casa de seus empregadores. No Domingo da Mãe, os servos tinham
um dia de folga e eram encorajados a regressar à casa e passar
esse dia com a sua mãe.
À medida que o Cristianismo se
espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a
força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao
longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a
celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear
tanto as suas mães como a Igreja. Com o passar do tempo, as duas
comemorações foram conjugadas e esse domingo passou a honrar
tanto as mães como a Igreja.
A maioria das fontes é unânime
acerca da idéia da criação de um Dia da Mãe.
Nos Estados Unidos, Anna Jarvis é a
idealizadora do feriado. Em 10 de maio de 1907, foi celebrado o
primeiro Dia da Mãe, na pequena cidade de Grafton, Filadélfia,
reunindo a família e amigos, em homenagem à sua mãe, que
falecera. A partir de então, ela começou uma campanha para
instituir o Dia Nacional das Mães. No ano seguinte, a
comemoração se espalharia por toda a Filadélfia.
Face à aceitação geral, a Anna
Jarvis e os seus apoiadores começaram a escrever a pessoas
influentes, como padres, ministros, homens de negócios e
políticos, com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a nível
nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da
família e da nação. Ela sugeriu celebrar a data no segundo
aniversário da morte de sua mãe, um segundo domingo do mês de
maio.
Segundo Anna Jarvis, seria objetivo
deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais ativo
sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, atos de
afeto e de todas as maneiras possíveis, deveríamos
proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos
os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.
A campanha foi de tal forma bem
sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os
Estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou
oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia
da Mãe.
O cravo, flor favorita da mãe de
Anna Jarvis, tornou-se o símbolo das mães, após ter sido usado
na celebração de 1907. Os cravos brancos significavam a pureza,
doçura e eternidade do amor de mãe. Com o tempo, os cravos
brancos tornaram-se símbolo da mãe que já faleceu, enquanto os
vermelhos representam a mãe viva.
Hoje em dia, muitos de nós celebram
o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No
entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a
honra demonstrados por Anna Jarvis há 100 anos.
Apesar de já haver passado um
século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o
mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos
fazer deste um dia muito especial.
E é o que fazem praticamente todos
os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo
do ano para homenagear aquela que nos traz ao mundo.
Em Portugal, até há alguns anos
atrás, o Dia da Mãe era comemorado em 8 de Dezembro, mas
atualmente é comemorado no 1º Domingo de Maio, em homenagem a
Maria, Mãe de Cristo
No Brasil, o primeiro Dia das Mães
foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre,
no Rio Grande do Sul, no dia 12 de maio de 1918. Em São Paulo, a
primeira comemoração se deu em 1921. Em 1932, o então presidente
Getúlio Vargas oficializou o feriado, a ser comemorado no 2º
Domingo de Maio.
Em 1947, a data foi incluída no
calendário oficial da Igreja Católica por determinação do
Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara.
Neste ano, a Loja Maçônica
Guatimozim antecipou as comemorações, com o objetivo de externar
a todas vocês nossos mais sinceros votos de felicidades,
reservando a data oficial para que possam desfrutar junto aos
seus entes queridos data tão especial, tão sifnificativa.
A Loja Maçônica Guatimozim
externa o nosso Muito Obrigado a todas vocês.
Parabéns por este dia, e por
todos os demais.
Não é à toa o dito popular: "Mãe
é uma só".
Mais uma vez, parabéns!
Brasília, DF, 4 de maio de 2007
Eurílio
Romero Carneiro - M\M\ |